sábado, 25 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Memórias de uma flor

Às vezes quando a noite cala e muitos dormem, o sono para mim demora a chegar. Nesse intervalo, o pensamento fervilha em ideias, projetos, sonhos...Há muito espaço. Neste intervalo, costumo ler um pouco.
Nesta noite de sábado, 18, foi uma dessas de sono curto. Mas que prazer tive ao pegar nas mãos o livro da nossa varzealegrense Artemísia Sátiro, com o título “Memórias de uma flor”. Não conheço a autora pessoalmente. O livro foi presente do casal Edicélio e Dra. Socorrinha
.
Mergulhei nas suas memórias. A obra é uma narrativa intimista. Fala muito de sua família. De sua infância perpassada de Cariús a Várzea Alegre. Do carinho da família. Do Sucesso como professora e da vida no Rio de Janeiro. Narra o cotidiano sertanejo que não abandonou Artemísia Sátiro na cidade maravilhosa apesar dos anos que a tudo transforma.

Lembranças suas da escola, dos amigos, do carnaval e da rural. Dos banhos de rio, do convívio com todos de forma muito integrada. Há uma mistura de sua história com outras histórias como a do nosso amigo Dr. Raimundo Sátiro.

Me encantou a forma otimista como Artemísia Sátiro enfrentou dificuldades e carrega em cada letra assentada no papel esse sentimento vibrátil de que é possível vencer com fé e determinação.

Obrigado pelo presente que nos enriquece o conhecimento.

Marcos Filho

sábado, 18 de março de 2017

Com todo amor do mundo

Hoje conclui a leitura do livro “Com todo amor do mundo”, da nossa conterrânea Monaliza Nunes, que mora em São Paulo. Todas as cartas carregadas de muita emoção, memórias, alegrias, encontros, desencontros e um final mais emocionante quando a leitura destas é feita pelo filho depois da partida inesperada de Elizabeth.

O livro nos carrega a lugares diversos, nos imprime sensações especiais, oscila nossas emoções, nos situa na história às vezes como personagens, noutras como expectadores. Parabéns, e que venham muitas outras obras literárias dessa sua mente criadora maravilhosa.
Abraços,


Marcos Filho.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Nem sempre você está certo

Há pessoas que se fecham tanto em suas certezas que ninguém mais tem o direito de sequer manifestar que também pensa e sabe alguma coisa.
Olhando apenas para seu mundo, tudo o que faz é perfeito. Todas as suas funções são mais importantes do que a dos outros. Desta forma se dão ao luxo de determinar seu tempo, seus afazeres, suas prioridades. Sempre acima de tudo.

Nesta equivocada forma de pensar, cheia de tanto egocentrismo, cometem erros grotescos, destratando pessoas, queimando relacionamentos, errando sem admitir que é humano, e uma vez nesta condição, também falham. Não sabem pedir desculpas ou perdão.

Pessoas com esse desvio de comportamento alegam para isso perfeccionismo. Mas, na verdade é apenas desculpa. É somente uma tentativa de camuflar seu egocentrismo exacerbado.

É necessário abrir os olhos e enxergar que não fomos postos no mundo para determinar as regras, mas para dividir decisões, construir juntos caminhos.
Por essa razão estamos agregados em famílias, com irmãos, sobrinhos, filhos e parentes dos mais variados graus.

Estamos ainda congregados em igrejas, na escola, na universidade, nos grupos de bairros, nas associações, no grupo de amigos, no time de futebol e dentro das empresas, onde passamos a maior parte de nosso tempo.

Dá para perceber que estamos sempre em grupo? Grande parte do nosso tempo é dividindo alguma coisa com outras pessoas.

Então pare de pensar que só você está certo. Aceite mais opiniões, novas ideias. Isso não vai mudar sua doutrina, suas regras individuais, apenas contribuirá para que seja uma pessoa melhor.

Jesus, como Rei dos Reis, veio ao mundo e logo passou a dividir seu reino com a humanidade. Dividiu seus pensamentos e suas ideias com seus colaboradores. Chega de chamar as pessoas de irresponsáveis sem nenhum motivo. Cobrar é necessário. Pedir é necessário. Mas não é menos importante do que colaborar. Ganhe as pessoas pelo melhor que você pode ser e pelo bem que pode fazer.

O medo escraviza. Aquilo que se faz por medo não é o mesmo do que pode se fazer por amor a uma causa.

Somos seres gregários. Pense em grupo, mesmo que aja à sua maneira. Não perca as oportunidades de fazer sua parte, entendo que estamos sempre prontos para partilhar e unir forças para seguir somando sucessos.





Marcos Filho

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Hoje, o comum é estranho

Num mundo tão desumano, um gesto normal, solidário vira centro das atenções. O comum é estranho.
O ex-presidente Fernando Henrique, foi consolado em 2008 pelo então presidente Lula depois do falecimento de sua esposa, Ruth Cardoso.
Fernando Henrique, foi ao ex-presidente Lula, consola-lo pela perda de sua esposa, Dona Marisa Letícia.

O presidente Temer, foi consolar o Lula, num gesto de solidariedade humana pela perda de sua esposa.

Todos esses gestos, tão comuns em situação de luto, parecem extraordinários e inimagináveis, pois os personagens não estão em sintonia política. Que coisa estranha é essa que passa pela cabeça de tantos?

Para muitos é como se um adversário político não merecesse, nem no seu maior momento de dor, solidariedade, abraço e acolhida.

Triste ainda mais com os radicais, que fazem da morte de um ser humano, só por não pertencer ao universo de suas mesmas ideias políticas, algo desprezível. É como se a morte, para estes não alinhados, seja castigo para o inimigo e prêmio para suas mentes vazias.

Diante de tanta insensibilidade, convém perguntar: ainda somos humanos ou apenas animais travestidos de seres humanos?
Nossas atitudes ignorantes, intolerantes, brutas são contra os princípios da humanidade e sua constante evolução.

Crescemos muito em conhecimento, tecnologia e perdemos nossas almas na ignorância de um mundo tão moderno e tão atrasado.

Essa nossa forma isolada de viver, escondidos atrás de máquinas frias, onde vemos tantas pessoas, mas não as tocamos, não conversamos olhando no olho está nos atrasando.

É uma pena perceber que o que nos faz avançar rumo a tantas descobertas boas, também nos empurre para o isolacionismo e crie essa frieza nos nossos corações.

Estamos ganhando o mundo e nos perdendo como humanos.

Temos que rever essa tendência. Como num erro cometido, é necessário voltar ao ponto onde a falha aconteceu para corrigir o sistema.

Precisamos urgentemente investir mais na humanidade. Não podemos nos perder, haja vista sermos pessoas criadas do amor e para o amor de Deus.
Não nos calemos e não esfriemos nossos corações. Quando um abraço de solidariedade é algo tão estranho, quando deveria ser tão comum, é porque realmente estamos próximos e distantes.

Trabalhemos e lutemos por mais abraços entre amigos, por mais solidariedade, por mais espírito humano e por mais Deus em nossas vidas.


Marcos Filho